sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Trem de Alta Velocidade impacta lucros de companhias aéreas da China

Chegou embarcou no trem, já os aviões, longas filas de espera, atrasos, checar bagagens etc. A troca não se deu pelo dinheiro. A viagem de três horas e meia pela linha de alta velocidade entre Changsha, na região central da China, e Shenzhen, no sul, nunca atrasa e permite chamadas telefônicas, ao contrário do avião, disse ela. 

“Agora que temos o trem-bala, quem irá pegar avião?”, disse Liu, 50, que é dona de uma empresa de investimento em propriedades e viaja de oito a dez vezes por ano entre essas cidades.

Passageiros frequentes como Liu migrando para o trem de alta velocidade são um obstáculo para os ganhos das companhias aéreas chinesas, já confrontadas por tarifas mais baixas e sobrecapacidade. Os viajantes da China, onde um quarto das decolagens atrasa, também estão escolhendo o trem-bala após a abertura de uma nova linha entre Pequim, no norte, e Guangzhou, no sul, que conecta 28 cidades pelo caminho.

“O que realmente está matando as companhias aéreas são os atrasos nos voos”, disse Andrew Orchard, analista do CIMB Group Holdings Bhd. em Hong Kong. A ferrovia de alta velocidade tornou-se o maior competidor para as companhias aéreas dada a maior frequência de trens, disse ele.

A linha Pequim-Guangzhou, a mais extensa do mundo, com 2.298 quilômetros, foi aberta em 26 de dezembro, reduzindo o tempo de viagem de trem entre as duas cidades para oito horas, quando antes demorava quase um dia. Está programada a extensão mais ao sul, a Hong Kong, até 2015.

A China Railway Corp., a operadora ferroviária estatal, impulsionou seu orçamento em ativos fixos em 10 bilhões de yuans, para 660 bilhões de yuans, e investirá mais de 50 bilhões de yuans na compra de locomotivas, trens-bala e material rodante, informou a agência oficial de notícias em 7 de agosto. Fonte: Bloomberg/Abril