sábado, 10 de novembro de 2018

Trens internacionais ligam a China para a Europa

China Railway Networks é a mais complexa e mais movimentada rede de alta velocidade em todo o mundo. China Railway conecta quase todas as cidades. Na China, trem significa segurança, conveniência e transporte rápido e confortável. Existem várias linhas ferroviárias principais na China, elas são: Linhas Jingjiu de norte a sul, Linha Jingguang de norte a sul, Linha Longhai de leste a oeste e assim por diante.


Existem trens internacionais que ligam a China para a Europa através da Mongolia, Rússia, até chegar a Londres, bem como Viena, Central Leste da Ásia. Estes trens são chamados Pequim-Moscou, Beijing-Ulan Bator normalmente chamado Trans-Siberian Railway, Pequim-Hanoi, Vienam, Pequim-Pyongyang, e agora há um novo trem de Urumqi-Astana. Também há trens para o Tibete de Pequim, Xangai, Cantão, Xian, Lanzhou, e Xining. As linhas já são utilizadas por trens de cargas e testes com passageiros. Fonte: China Trens

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Trens Azuma Hitachi - Reino Unido

Com aceleração rápida, tempo mais curto de viagens e melhor conforto, os novos e altamente avançados trens Azuma da Hitachi irão servir a Costa Leste do Reino Unido a partir de 2018. Os 65 trens fornecerão 12.200 lugares a mais, e com um cronograma expandido, aumentarão a capacidade na Estação de King's Cross, em Londres, em 28% durante os horários de pico. Eles serão operados pela Virgin Trains e serão chamados de Virgin Azuma. Literalmente traduzido como "Leste", em japonês, os Azuma são trens interurbanos expressos de ultima geração que transformarão as viagens ferroviárias de passageiros entre Londres, o nordeste da Inglaterra e a Escócia. Entre os diversos benefícios dos trens estão emissões mais baixas, serviços mais diretos, maior conforto, WiFi rápido e gratuito, e claro, tempo de viagem mais curto.


Os trens Azuma estão sendo construídos na fábrica de veículos ferroviários da Hitachi em Newton Aycliffe, condado de Durham, na Inglaterra. A Hitachi tem uma longa história na produção de trens de alta qualidade, começando pelo Trem Bala do Japão em 1964. De acordo com Karen Boswell, Diretora Administrativa da Hitachi Rail Europe, os trens Azuma transformarão a experiência de viagem de dezenas de milhares de pessoas. Boswell declarou: "Estamos duplamente orgulhosos que estes novos trens para a Costa Leste estão sendo construídos aqui no Reino Unido, criando aproximadamente 730 novos empregos de longo prazo, carreiras em engenharia e estágios." Os novos trens chegarão à velocidade de 125 mph em aproximadamente 4 minutos e 40 segundos, em comparação ao tempo atual de aproximadamente 5 minutos e 40 segundos (em trens movidos à eletricidade). Os trens Azuma também facilitarão a viagem dos passageiros através do sistema de reserva de assentos estilo semáforo: a luz vermelha indica assento reservado, amarelo significa que o assento está reservado em algum ponto da viagem, e a luz verde indica que o assento está livre até o destino final do trem. Fonte: Hitachi

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Conference de Mobilidade Urbana - WTM

Entre os dias 29 e 31 de outubro, o WTC Center, São Paulo recebeu o Welcome Tomorrow Mobility (WTM), evento que abordou a mobilidade urbana no País. Essa edição contou com a presença de Bibop G. Gresta, cofundador da Hyperloop Transportation Technologies (Hyperloop TT), que foi um dos principais palestrantes do evento.


Com mais de 70 startups em seu currículo e dedicado a transformar a qualidade de vida das pessoas através da tecnologia, Gresta discursou sobre o futuro dos transportes no Brasil e no mundo e apresentou o modelo da Hyperloop TT. Ele subiu ao palco Space Content para apresentar o tema “O futuro já era… sabe os trens japoneses de alta velocidade e flutuação magnética? Eles estão ficando para trás” Uma réplica da cápsula ficou exposta no espaço Golden Hall, onde os convidados puderam usar óculos de Realidade Virtual (VR) para conferir a sensação de viajar a bordo de um Hyperloop. Fonte: WTM Foto: Rodrigo Trindade UOL



segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Frecciarossa para cidades como Roma, Florença, Veneza, Milão e Nápoles.

Os trens italianos, Frecciarossa, melhor dizendo, os trens de alta velocidade Frecciarossa, é a melhor maneira para viajar entre as cidades como Roma, Florença, Veneza, Milão e Nápoles. O trem de alta velocidade, chamado Frecciarossa (flecha vermelha), um charme italiano,  opera nas maiores cidades da Itália pela Trenitalia, a companhia ferroviária nacional do país. Viajando a uma velocidade máxima de 360km/h, o Frecciarossa para em Turim, Milão, Roma e Salerno, entre outras. Este trem de alta velocidade é moderno e seguro e muito popular na Itália. Todos os anos, milhares de passageiros usam o Frecciarossa. Fonte: Rail Europe

domingo, 4 de novembro de 2018

Siemens Velaro na Europa

A Siemens Velaro é uma família de trens EMU de alta velocidade utilizados na Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Espanha, China, Rússia e Turquia. No futuro, esses trens também serão usados ​​na Grã-Bretanha e na França. O Velaro baseia-se nos comboios de alta velocidade ICE 3 M/F fabricados pela Siemens para a Deutsche Bahn .

A Deutsche Bahn foi a primeira a encomendar trens de alta velocidade da Siemens. A Deutsche Bahn (DB) encomendou 13 dessas unidades em 1994, a NS ( Nederlandse Spoorwegen ) quatro unidades. Os trens foram entregues em 1999 para o serviço. Os trens foram etiquetados e comercializados como o Velaro por seu fabricante, Siemens.


A Siemens desenvolveu o Velaro com base na ICE 3M/F. A RENFE da Espanha foi a primeira a encomendar ostrens Velaro, conhecidos como Velaro E, pela sua rede AVE. As versões mais largas foram encomendadas pela China para o trem de alta velocidade Pequim-Tianjin (China Railways CRH3) e Rússia para as rotas Moscou - São Petersburgo e Moscou. Fonte Siemens


quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Média de atrasos de apenas 36 segundos

Para os japoneses, o trem-bala é mais do que uma maravilha tecnológica que resiste à passagem do tempo. O shinkansen — nome oficial do superexpresso — ajudou a transportar o país de volta ao cenário internacional no pós-guerra. Em 1964, Tóquio ainda tinha sua imagem associada aos horrores da Segunda Guerra. Mas às vésperas da abertura das Olimpíadas na capital, naquele mesmo ano, o shinkansen fez sua primeira viagem e o mundo entendeu que o Japão havia mudado.


Começava ali a trajetória dos japoneses rumo ao desenvolvimento que criou uma das maiores potências econômicas da história asiática. A inauguração da primeira rota, entre Tóquio e Osaka, em 1° de outubro de 1964, foi comemorada por multidões nas ruas das duas cidades, separadas por 513km. O trajeto, que antes demorava sete horas, passou a ser feito em quatro, a 210 km/h (hoje a viagem leva pouco mais de duas horas). Desde então, vários modelos de trem-bala foram lançados e já transportaram dez bilhões de passageiros em seu meio século de existência, ligando os principais centros urbanos do Japão, ignorando as dificuldades de um terreno majoritariamente montanhoso e estimulando negócios e turismo. Trens mais velozes surgiram, enquanto outros países lançaram seus próprios veículos de alta velocidade, mas o shinkansen continua sendo um símbolo incomparável de eficiência, conforto e segurança.

Nunca houve um acidente grave envolvendo o trem-bala no Japão. Sua média de atraso é — preparem-se — 36 segundos. Um espetáculo. Em tempos de aeroportos caóticos, aviões apertados e serviços de bordo abaixo da crítica, viajar de shinkansen é uma benção. Não é barato, mas em compensação não tem estresse. Com a passagem na mão (comprar na hora também é fácil, desde que o passageiro evite o horário do rush e feriados), basta chegar 15 minutos antes na estação. É o tempo suficiente para confirmar o horário de partida, achar a plataforma e posicionar-se à frente do vagão marcado no bilhete. O trem sai às 10h13? Pois às 10h11, o veículo — com seu icônico bico futurista — vai chegar para que os passageiros embarquem, silenciosamente, sem empurrões e sem malas bloqueando a passagem. E assim acontece durante o dia todo, em mais de mil viagens diárias pelo arquipélago.

Quando o trem para no seu destino final, uma trupe de funcionárias vestidas com um uniforme cor-de-rosa invade os vagões com seus equipamentos de limpeza para uma faxina em tempo recorde. Elas são conhecidas como “os anjos” e têm pouco mais de cinco minutos para fazer seu trabalho antes que o shinkansen esteja pronto para partir novamente. É uma eficiência tão impressionante que costuma atrair autoridades de outros países interessados em copiar o milagre japonês.

A bordo de um trem-bala, o trajeto de Tóquio à histórica Kioto — parada obrigatória para quem visita o Japão — é um passeio memorável. Nem dá para sentir os 360 quilômetros que separaram as duas cidades. Em duas horas e meia, a viagem, que custa cerca de US$ 140, transcorre sem sustos ou tédio, entre os campos de arroz e casas de madeira que cercam as ferrovias. O Monte Fuji ao fundo dá o toque de cartão-postal.

Quando o vulcão é avistado, uma boa parte dos passageiros se levanta para fotografar a perfeição da montanha, mesmo que já tenha visto essa mesma imagem centenas de vezes. O Fuji, da janela de um trem-bala, é um clássico. Além disso, ninguém passa fome num shinkansen. Todas as estações vendem lanches e refeições prontas (os chamados bento-box), feitos especialmente para os passageiros. Não chega a ser uma experiência digna do Guia Michelin, mas é um programa típico que nenhum turista deveria evitar.

A viagem de Tóquio a Hiroshima, por exemplo, é longa (cerca de cinco horas) e exige distrações gastronômicas. Os japoneses não se acanham: promovem verdadeiros piqueniques no trem — mas tudo sem barulho, sem sujeira, sem confusão, como prega a cultura nacional. O consumo de álcool é permitido, embora tampouco tumultue o ambiente. Viajantes menos preparados não ficam de barriga vazia. O trem-bala tem serviço de bordo (pago). É um carrinho simples, com beliscos e bebidas. Antigamente a comida era servida por moças de quimono. Hoje o traje tradicional foi substituído por uniformes, mas aos olhos ocidentais eles continuam chamando a atenção: as moças parecem saídas de um filme dos anos 60, com tailleur e chapeuzinho azul-marinho. A cada vez que chegam ao fim de um vagão, fazem uma reverência e seguem em frente. É um ritual de polidez que reforça a aura de perfeição do shinkansen.

Como o Japão não gosta de ser superado pela China, já está testando seu trem de levitação magnética, o maglev, que poderá chegar aos 500 km/h. A primeira linha, entre Tóquio e Nagoia, está prevista para 2027. Mas nos trilhos japoneses o futuro já chegou há cinco décadas. Fonte: O Globo