quarta-feira, 3 de março de 2021

"Locomotiva a Vapor" ÖBB Áustria

As estradas de ferro federais austríacas (em alemão: Österreichische Bundesbahnen, ÖBB) é o sistema ferroviário nacional da Áustria, e o administrador de Liechtenstein ferrovias 's. O grupo ÖBB faz parte integralmente da República da Áustria e é dividido em várias empresas separadas que gerenciam a infraestrutura e operação de serviços de passageiros e de mercadorias.

A ÖBB é o sucessor do Bundesbahn Österreich (ÖBB, Ferroviária Federal da Áustria) e que em si foi o sucessor do kkStB (imperiais Real State Railways austríacos). O sistema ferroviário foi incorporado à Deutsche Reichsbahn durante o 1938-1945 Anschluss. Fonte: OBB




terça-feira, 2 de março de 2021

Alfa em Testes Operacionais

O Japão começou a testar julho/agosto deste ano trem de alta velocidade mais rápido do mundo. Ele é capaz de alcançar velocidades de até 400 km/h, e a expectativa é de que entre em serviço em 2030. Apesar da rapidez, o chamado Alfa-X deve operar a 360 km/h, de acordo com a empresa ferroviária JR East. Mesmo assim, ele ainda seria 10 km/h mais veloz que o chinês Fuxing Hao, que liga as cidades de Pequim e Xangai e atualmente ostenta o título de trem-bala mais rápido do mundo.


Para lidar com a enorme resistência do vento ao entrar nos túneis, o primeiro carro do Alfa-X contará com um "nariz" longo e pontiagudo que mede 22 metros. Ao todo, o trem será composto por 10 vagões.

Os testes do Alfa-X estão sendo realizados entre as cidades de Aomori e Sendai depois da meia-noite, quando a linha está fechada para operação comercial. Os experimentos serão conduzidos por três anos.

Os trens-bala fizeram sua estreia no Japão durante as Olimpíadas de Tóquio em 1964 e se tornaram um símbolo para o país, onde são vistos até como uma alternativa ao transporte aéreo.


Embora o Alfa-X possa vir a ser o trem mais rápido do mundo, ele pode acabar destronado antes mesmo de entrar em serviço. Isso porque a nova linha maglev está sendo construída para 2027 e promete alcançar uma velocidade máxima de 505 km/h. O trem reduziria o tempo de viagem entre as cidades de Tóquio e Nagoya de 110 minutos para 40 minutos. Fonte: Stuff/Thaís Augusto


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Estações Ferroviárias pelo Mundo

Nos séculos passados, viajar de trem costumava ser a única opção e muito era investido nas estações para parecerem as maiores e mais imponentes possíveis, tornando-se símbolos do império e da riqueza de cada cidade e país. Hoje em dia, muitas estações de trem tornam-se não só um ponto de chegadas e partidas durante uma viagem, mas viram mesmo atrações turísticas por si só. Fonte: TransTrilhos/Divulgação



 Estação Central da Antuérpia, Bélgica


 Estação de Dunedin, Nova Zelândia


 Estação Central de Helsinque, Finlândia


 Estação de São Bento, Porto, Portugal


 Gare du Nord, Paris, França


 Grand Central Station, Nova York, EUA


 Union Station, Los Angeles, EUA


King’s Cross Station, Londres, Inglaterra


 Estação de Sirkeci, Istambul, Turquia


 Estação Ferroviária do Rossio, Lisboa, Portugal


 Estação de Atocha, Madrid, Espanha


 Estação Central de Amsterdam, Holanda


 Estação Chhatrapati Shivaji, Mumbai, Índia


 Denver Union Station, Colorado, EUA


 Halifax Railway Station, Inglaterra


 Tren del Fin del Mundo, Ushuaia, Argentina


 Estação de Kanazawa, Japão


 Estação Central de Maputo, Moçambique


 Estação de Haydarpasa, Istambul, Turquia


 Estação Central de Berlim (Hauptbahnhof), Alemanha


 Estação da Luz, São Paulo, Brasil


 Estação Ferroviária de Kuala Lumpur, Malásia


 Gare de Strasbourg, Estrasburgo, França


 Estação Central de Lviv, Ucrânia


 Estação Keleti, Budapeste, Hungria


 Estação Central de Groningen, Holanda


 Estação de Calatrava, Liège, Bélgica


Gare de Limoges-Bénédictins, Limoges, França


 Estação de Hua Hin, Tailândia


 Southern Cross Station, Melbourne, Austrália


Estação da Luz , São Paulo, Brasil




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Trens de Alta Velocidade - Cádiz

Cádiz é uma cidade espanhola de grande prestígio e reconhecimento internacional. São 157 quilômetros de (bitola ibérica e internacional) via dupla e pelo qual os trens vão funcionar em velocidades de até 250 km/h e 300 km/h de Sevilha. 


Falar da história da cidade de Cádis pode-nos levar a um sem fim de palavras, pois, por exemplo, a "Tacita de Plata", é considerada a cidade mais antiga do Ocidente.

Desde a fundação de Cádis até aos dias de hoje, ocorreram muitos acontecimentos históricos, muitos com grande relevência.

Foram encontrados vestígios de artefactos do período calcolítico, o que evidencia a ocupação humana desta zona desde a pré-história. A cidade de Cádis foi fundada pelos Fenícios cerca do ano de 1100 a.C., sob o nome de Gadir. Devido ao carácter mercantil desta civilização, estes procuravam sempre locais costeiros como pequenas ilhas, com localização estratégica. Gadir converteu-se num importante porto mercantil dedicado ao comércio de matérias primas como o estanho, a prata ou o âmbar.

A cidade alcançou uma grande prosperidade no período romano. Não foi em vão que Júlio César lhe concedeu o título de civitas federata no Senado romano. Os seus habitantes obtiveram a cidadania romana. Outra prova dessa prosperidade é o legado romano que ficou tanto na cidade como em toda a Província. Gades, nome que os romanos deram à cidade, é citada em muitos escritos da época. Em muitos destes há referências ao templo de Melkart-Hercules, que tinha uma grande importância na antiguidade. Desse período ainda podemos encontrar alguns vestígios, como o teatro romano que se encontra no Bairro do Pópulo. Na última fase do Império Romano começou a decadência da cidade, que continuou até ao final da Idade Média. Fonte: Cadizeconomic



Solução inovadora Avelia Pendolino - TrainScanner Alstom

A solução de manutenção preditiva da Alstom para material rodante, TrainScanner, entrou em serviço no Centro de Serviços Pendolino de Varsóvia, onde será usada para manter a frota de 20 Avelia Pendolinos operada pela PKP Intercity.

O TrainScanner fornece manutenção preditiva e avaliação contínua da condição técnica do material rodante. Graças à análise digital de dados, ele identifica o momento ideal para a substituição de componentes. O sistema implementado em Varsóvia se baseia na longa experiência da Alstom no Reino Unido, onde o TrainScanner tem sido usado na manutenção da frota Pendolino da Avanti West Coast por anos. 


“Estamos muito orgulhosos de inaugurar este TrainScanner na Europa continental. É mais um marco para o futuro da mobilidade. Graças a soluções automatizadas baseadas em dados, podemos melhorar continuamente os processos de manutenção preditiva, o que se traduz em benefícios diretos para operadores e passageiros. A avaliação preditiva e baseada nas condições das condições técnicas da frota ajuda a evitar o tempo de inatividade e maximiza a disponibilidade ”, disse Artur Fryczkowski, Diretor Executivo da Alstom na Polônia e Ucrânia.

“TrainScanner é um vislumbre do futuro da indústria. Fico feliz que os trens PKP Intercity sejam inspecionados desta forma inovadora, pois isso não só nos trará economia, mas acima de tudo nos permitirá garantir uma maior confiabilidade de nossos trens e, portanto, o conforto e a segurança dos passageiros ”, enfatiza Adam Laskowski, membro do Conselho da PKP Intercity SA, operadora nacional polonesa de longa distância, cujo material rodante inclui 20 Pendolinos da Alstom.

Usando câmeras 3D e lasers, o TrainScanner habilita automaticamente a manutenção preditiva e baseada na condição para rodas, pastilhas de freio e tiras de carbono do pantógrafo, bem como em estruturas e cascos da carroceria. Especialmente adequado para frotas grandes ou dispersas ou quando um alto nível de serviço é necessário, as informações do subsistema são capturadas conforme o trem passa pelo TrainScanner. Após a inspeção automatizada, os dados são transmitidos para a plataforma HealthHub da Alstom, que converte dados brutos em informações acionáveis, usando algoritmos baseados em regras, levando ao cálculo de um índice de integridade para cada ativo.

O TrainScanner e o HealthHub oferecem benefícios significativos em termos de manutenção e operação, reduzindo o consumo de materiais e o número de atividades de manutenção necessárias, permitindo assim economias significativas para proprietários de frotas e operadores. O sistema contribui para intervalos mais longos entre manutenção, vida útil mais longa do componente e maior segurança durante a operação.

A Alstom está presente na Polônia há mais de 20 anos, com uma força de trabalho local de quase 2.000 funcionários. A planta de produção da Alstom Konstal em Chorzów é uma das três maiores fábricas da Alstom no mundo. A planta de produção de truques da Alstom em Piaseczno entrega 600 truques por ano para o Coradia Stream internacional, enquanto o depósito de serviço de Pendolino em Varsóvia atende a 2 trens Pendolino que cobrem 21.000 quilômetros por dia e cruzam 34 cidades na Polônia. A Alstom é a única empresa certificada como Top Employer na indústria ferroviária na Polônia. Fonte: Alstom

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Ranking dos trens de alta velocidade mais rápidos do mundo

Nosso ranking dos trens de alta velocidade mais rápidos do mundo mostra que os países da Ásia são líderes mundiais junto com os Europeu em trens de alta velocidade. Os recordes de velocidade dos trens mais rápidos do mundo em testes e em operação. O trem SCMaglev no Japão tem uma velocidade máxima de 603 km / h (375 mph). O trem TGV de alta velocidade da SNCF na França tem uma velocidade máxima de 575 km / h (357 mph). O trem Shanghai MagLev na China tem uma velocidade máxima de 501 km / h (311 mph).

As redes ferroviárias de alta velocidade podem ser um fenômeno relativamente novo, mas para 20 países do mundo já formam a espinha dorsal da rede de transporte. Embora introduzido pela primeira vez no Japão, o trem de alta velocidade foi verdadeiramente estabelecido na Europa durante os anos 80 e 90. Recentemente, os avanços tecnológicos levaram os países asiáticos a subir na hierarquia em relação à população atendida pela rede de alta velocidade, preço por quilômetro, bem como pelas velocidades operacional e máxima, consolidando o Japão no primeiro lugar. Fonte: Goeuro

O Alfa Pendular de Portugal atinge 220 km / h em operação com passageiros

O serviço Alfa Pendular é efetuado pelas automotoras elétricas da Série 4000, (de 6 carruagens) também conhecidas como CPAs (Comboio de Pendulção Ativa) ou, simplesmente, pendulares. Fabricadas pela Fiat Ferroviária (adquirida pela Alstom em 2000) e montadas nas instalações da antiga Sorefame, na Amadora, estas automotoras são baseadas no modelo italiano ETR 460 (também da Fiat Ferroviária), da família Pendolino. Estes comboios têm capacidade para transportar cerca de 300 pessoas (96 em classe conforto e 204 classe turística). As suas principais características técnicas são a potência de 4,0 MW, a velocidade máxima permitida de 220 km/h e o sistema de pendulação ativa que lhe permite fazer curvas a velocidades mais elevadas que os comboios convencionais. O serviço Alfa Pendular é efetuado pelas automotoras elétricas da Série 4000, (de 6 carruagens) também conhecidas como CPAs (Comboio de Pendulação Ativa) ou, simplesmente pendulares. 

Em 2017 iniciou-se o restauro de meia vida às automotoras da Série 4000 da CP, do Alfa Pendular, nas oficinas da EMEF. Do ponto de vista do passageiro, o comboio tem um novo bar e novos WC, novos interiores em todas as classes, e uma nova pintura exterior. A rede Wi-Fi está mais rápida, e agora todos os bancos têm tomadas elétricas individuais. Fonte: CP




domingo, 14 de fevereiro de 2021

O irmão mais novo do Alfa - Tecnologia Pendular

Com o início do novo cronograma, a NTV conseguiu aumentar o número de serviços diários em sua rede de 56 a 68. A freqüência do trem será intensificada novamente em 2018/19 para 90 trens por dia quando a entrega da frota Evo tiver completada. Os primeiros quatro dos 17 comboios Evo Pendolino fornecidos pela Alstom ao operador de alta velocidade da NTV, de acesso aberto da Itália, percorre rota entre Roma e Veneza.


Os 17 trens ETR 675 Evo estão sendo adicionados aos 25 trens AGV 300 km/h da NTV também fornecidos pela Alstom. "Os 17 novos trens Italo Evo aumentarão nossa frota em 65%", diz o presidente da NTV, Luca Cordero di Montezemolo. "Eles permitirão mais serviços, mais conexões e a chance de recrutar novos funcionários jovens, bem como ter novas linhas e novas paradas. Este é um grande desafio que enfrentaremos com grande entusiasmo, como sempre fizemos ".

Os serviços na rota principal de Roma - Milão serão intensificados em 2018/19 de 40 para 50 por dia, com trens a intervalos de 30 minutos pela tarde pela primeira vez.

A NTV lançará uma nova rota, de Turim, via Milão e Verona a Veneza, com alguns trens estendidos a Trieste. Também trens para Bolzano pela primeira vez. Fonte: Italo




sábado, 13 de fevereiro de 2021

Engenharia portuguesa nos trens mais modernos do mundo

A Nomad Tech é uma empresa participada em 35% pela EMEF que exporta serviços para alguns dos caminhos-de-ferro mais desenvolvidos do mundo. Suíços, alemães, noruegueses, ingleses e australianos estão entre os seus clientes.


O jovem engenheiro faz zoom e no écran do computador aparece o local exacto onde se encontram naquele momento um conjunto de locomotivas alemãs que andam pela Europa a rebocar comboios de mercadorias: Alemanha, Holanda, Bélgica, República Checa, Polónia. A liberalização tem destas coisas e no centro da Europa é normal haver companhias ferroviárias a atravessarem as fronteiras de vários países.

“Podemos ver se estão paradas ou a circular e conseguimos monitorizar vários parâmetros do seu funcionamento para detectar eventuais avarias, ou até antecipá-las e, quando recolherem às oficinas, serem logo resolvidas”, explica o técnico que é um dos 21 funcionários da Nomad Tech, uma empresa de tecnologia de ponta vocacionada para a ferrovia.

No pólo da Asprela (Porto), onde a empresa tem a sede (possui ainda instalações na Amadora), é normal, também, monitorizar comboios suburbanos numa cidade australiana. Aquela hora da manhã muito poucos, porque dorme-se na Austrália quando em Portugal se trabalha. E vice-versa. “Às vezes temos reuniões pelo Skype durante a madrugada”, conta Augusto Costa Franco que, juntamente com Nuno Freitas, são os dois engenheiros responsáveis da Nomad Tech, que foi fundada a partir da EMEF, a empresa de manutenção de equipamento ferroviário da CP.

A sua origem remonta ao projecto de alta velocidade que acabou por não avançar em Portugal. Há 10 anos a CP preparava-se para operar com comboios idênticos ao TGV e criou a UMAV (Unidade de Manutenção de Alva Velocidade) que tratou no imediato de cuidar dos Alfas Pendulares que são o material tecnologicamente mais avançado da sua frota. Com o mesmo objectivo, foi criada a Unidade de Inovação e Tecnologia da EMEF.

A aplicação do conceito de Manutenção Centrada na Fidelidade (RCM na nomenclatura inglesa) entusiasmou a dinâmica equipa de jovens engenheiros que então começavam a trabalhar na EMEF. A RCM era uma prática utilizada na indústria aeronáutica que podia ser replicada para os comboios.

Em pouco tempo toda a frota dos pendulares passou a seguir essa metodologia da manutenção em conjunto com a tecnologia da monitorização remota. Tal traduziu-se em ganhos elevados de eficiência e disponibilidade. Havia avarias que se reparavam à distância e outras que já vinham identificadas e reparadas imediatamente nas oficinas. Graças a isso, os ciclos de imobilização, que se querem curtos, permitem uma elevada disponibilidade da frota.

A tecnologia portuguesa chamou primeiro a atenção dos suíços, que também possuíam pendulares iguais aos nossos. Em pouco tempo, a EMEF ensinou-os (a expressão é mesmo essa) a trabalhar com esta metodologia e começou a vender-lhes serviços. E, claro, como a empresa pagava pouco, não foram poucos os seus operários e alguns engenheiros que fizeram as malas e foram trabalhar para a Suíça.

“Dos suíços passámos para os noruegueses e começámos a ver que havia oportunidades de negócio no estrangeiro, mas com a crise e os cortes, e todas as limitações próprias de uma empresa pública, a única oportunidade de continuar a desenvolver este trabalho foi juntarmo-nos à Nomad Digital”, conta Augusto Costa Franco.

A EMEF fez então uma joint venture com aquela empresa de software de comunicações, na altura inglesa, mas que desde há um ano pertence ao universo da francesa Alstom. Surgiu assim a Nomad Tech.

O papel importante dos dois engenheiros portugueses levou a que, à data, os parceiros ingleses propusessem uma repartição de capital em que a Nomad Digital detém 51%, a EMEF 35% e Costa Franco e Nuno Freitas 7% cada um.

“Os 49% portugueses têm força porque possuímos uma grande autonomia de decisão, inclusive na aprovação do orçamento e há cláusulas que, por exemplo, impedem qualquer deslocalização da nossa empresa”, diz Nuno Freitas.

A joint venture facilitou a internacionalização da jovem empresa. Trinta por cento da sua facturação (2,4 milhões em 2017 e três milhões esperados para este ano) são para a própria EMEF, bem como para a Fertagus e metros de Lisboa e Porto. O sócio Nomad Digital/Alstom representa outros 30% do volume de negócios e a poderosa DB (Deutsche Bahn) outro tanto da facturação. Os 10% restantes são vendas directas aos caminhos de ferro da Noruega, Suíça, Finlândia e Alemanha. Mas através da Nomad Digital a empresa portuguesa chega também à Austrália, Estados Unidos (a Amtrak, na Califórnia, também é cliente) e competem até com os próprios japoneses através da Hitachi na Inglaterra.

Uma das chaves do sucesso é o profundo conhecimento que a Nomad Tech tem do funcionamento da ferrovia, visto que metade do pessoal provém da CP e da EMEF. A outra metade veio quase toda directamente das faculdades de engenharia.

“Conhecemos bem a operação ferroviária e sabemos onde estão as dores na manutenção – a segurança, a fiabilidade, a disponibilidade e os custos. Por isso sabemos também encontrar as soluções”, diz Nuno Freitas.

A empresa faz consultoria de gestão da manutenção e tem software embarcado nos comboios que está ligado às oficinas, monitorizando assim o funcionamento de todos os sistemas a bordo. Por exemplo, um comboio pendular possui mais de 250 microprocessadores e tem mais quilómetros de cablagem do que um Airbus.

Antecipar as avarias destas composições pode significar poupanças enormes pois evitam-se os prejuízos decorrentes de comboios atrasados ou suprimidos.
Eficiência energética

A par deste negócio, a empresa desenvolveu um software que faz a monitorização dos dados de consumo de energia e de práticas de condução. Uma experiência que teve início nos suburbanos do Porto e que pode agora ser alargada a toda a frota da CP pois descobriu-se que é possível poupar 10% da energia através de uma condução mais eficiente.

“A reacção dos maquinistas foi espectacular e eles até nos ajudaram a desenvolver um produto – o Ecodriving – que é incorporado num tablet onde eles lêem a curva óptima de consumo de energia à qual procuram ajustar a condução”, explica Costa Franco.

Apesar de terem negócios e parceiros nos países tecnologicamente mais avançados, os dois responsáveis da Nomad Tech entendem que o próximo passo da estratégia da empresa passa por Portugal.

“Há falta de quadros técnicos ferroviários. A Fernave [empresa do grupo CP que chegou a ser detida pelo Metro de Lisboa e pela Carris] produziu pessoal muito qualificado, mas é uma sombra do que era. Gostaríamos de montar uma escola técnica em Portugal, aproveitando a proximidade com a Faculdade de Engenharia e a nossa excelente relação com a EMEF”, diz Costa Franco.

Esta falta de pessoal – de que a EMEF é um excelente exemplo pela negativa – não ocorre só em Portugal. O administrador diz que a DB está a recrutar reformados para não perder know how ferroviário, coisa que já está a acontecer em Portugal.

“Se isso resultar, com pessoal qualificado, não tenho dúvidas que conseguiremos trazer mais negócios para Portugal”, diz.
Produto inovador convence alemães

“Imagine uma pessoa com um coração bom, mas que tem um problema grave numa válvula. Em vez de se fazer um transplante do órgão, o ideal era poder intervir na válvula. Foi isso que fizemos com o conversor de tracção dos motores de comboios”. Nuno Freitas serve-se desta analogia para explicar como é que conceberam um produto que está a fazer furor na Alemanha e tem um grande potencial de exportação.

Tudo começou na linha de Sintra, nos anos da crise. Uma das componentes do conversor de tracção (um equipamento que controla as características da energia eléctrica que os motores recebem) das composições daquela linha foi descontinuada. Com os cortes, perante a impossibilidade de comprar um conversor novo (orçado em meio milhão de euros) para cada composição, a solução imediata foi canibalizar os comboios, retirando peças de uns para outros.

Mas a necessidade aguça o engenho e os técnicos da EMEF conceberam um módulo que pode ser implementado no conversor de tracção. “É resolver o problema da válvula sem mudar o coração”, explica Nuno Freitas.

A criação da Nomad Tech criou a flexibilidade necessária para internacionalizar este produto que encontrou na DB um cliente interessante. Hoje algumas locomotivas alemãs funcionam em período experimental com este produto, cujo software e hardware são inteiramente portugueses. Se tudo correr bem, o potencial de mercado chega às 370 locomotivas.

“Estamos na Liga dos Campeões da electrónica de potência”, diz Costa Franco, sublinhando que o produto foi homologado e certificado e resistiu a todos os testes sem quaisquer problemas.

Além de evitar a compra de um novo conversor de tracção, esta solução permite ainda poupanças de energia de 12,4% no funcionamento de uma locomotiva. (Texto em português/Portugal) Fonte: Público PT / Carlos Cipriano / Foto: CP